Siso, Dor no Dente

       O siso e dor. Fazer extração ou manter o dente do ciso? Cirurgia: cuidados antes e depois -50 anos. Sintomas: causa inflamação, dor e entorta dentes. Antes da cirurgia: rosto ou gengiva inchado, dor, cárie ou "pericoronarite"? Dor, inchaço, depois da extração do dente do ciso: dor normal da extração ou "alveolite"? Causas.

      "A extração tardia, dos dentes do siso, pode levar a dor e sintomas".

       Os dentes do siso, causam, disfunções da ATM, dor de cabeça, tontura, vertigem ou zumbido no ouvido (labirintite)?     

O que é a palavra siso? Significa juízo - Por isso que falam, quando se extrai o dente do siso, as pessoas dizem, que ela vai perder o “juízo”.

Ciso, vem do verbo cisar - que quer dizer cortar, separar e não tem relação, com o siso. Mas, popularmente, esse termo é utilizado, para indicar o dente do siso.

Os terceiros molares, (conhecidos como dentes do siso ou do juízo), que são em número de quatro, encontra-se atrás, dos últimos dentes, era, segundo os estudiosos, muito importante na época em que o homem, tinha uma vida selvagem e comia alimentos mais duros e crus.

Problemas, que podem ocorrer, antes ou após a extração ou devido a remoção tardia, dos dentes do siso:

       Dor na região do siso (gengiva, dor no ouvido, garganta, por exemplo), limitação de abertura da boca, inflamação, inchaço, problemas gengivais (como bolsas gengivais, podendo levar a perda de outros dentes, por cáries ou mobilidade no dente vizinho, devido aos sisos). Também, pode causar, com a extração tardia, desalinhamento dos dentes, mais dificuldade, na remoção do siso e na reparação, da área alveolar e sintomas de disfunção da ATM, como tontura (labirintite), dor de cabeça, zumbido no ouvido.

       Nem todas as pessoas apresentam os terceiros molares (dentes do siso), ou podem ainda não apresentarem todos os quatro. Porém quando apresentam, geralmente eles encontram-se fora de posição, devido a falta de espaço para o seu nascimento. Por isso, os dentes do siso, acabam por empurrar os dentes vizinhos, fazendo com que os mesmos, entortem todos os outros. Alguns pacientes, podem apresentar, quarto molares (em tamanho normal ou microdentes - dentes pequenos).

As causas de dor, nos dentes do siso:

       É possível que em alguns casos os dentes do siso (ou do juízo) nem cheguem a nascer, ficando assim inclusos ou apareça só uma parte, chamado de semi inclusos e, também podendo ficarem impactados (travados), nos dentes vizinhos. O dente do siso, por ser um dente de difícil higienização, facilmente poderá ser acometido por cárie e gerar problemas gengivais, dor e inchaço, devido a facilidade de reter os alimentos, podendo comprometer também, os dentes vizinhos.

       Quando fica semi erupcionado, o dente do siso, pode inflamar o tecido (capuz pericoronário), que pode cobrir parcialmente os dente, quando eles estão nascendo, inflamação essa, chamada de pericoronarite. Isso provoca dores, bastante fortes, exigindo atendimento profissional para remoção dessa dor. Também, esses dentes, estão em um lugar de difícil higienização, favorecendo ao acumulo de alimentos e ao aparecimento de cárie.

       O dente do siso não nasceu totalmente, só uma parte apareceu e, ele esta doendo bastante. Não consigo encostar os dentes de cima, com os debaixo, que sinto dor. É chamado de periocoronarite. Veja abaixo:

Inflamação na gengiva e está inchado, o rosto ou o local do dente do siso, parcialmente exposto (periocoronarite). Sua causa.

       Quando o dente do siso ou outros dentes molares nascem parcialmente, pode ficar um pedaço de tecido gengival, cobrindo parcialmente esse dente, o que pode ocorrer uma inflamação desse tecido (chamada de periocoronarite), pela entrada de alimentos, por baixo dele.

       Também esse problema, pode ser causado, pelo dente do siso antagonista que, por extrusão, acaba “mordendo” esse tecido da gengiva, que está cobrindo parciamente, o dente do siso. Isso faz que esse tecido, fique mais inchado (aumentando de volume), pela oclusão do dente oposto ao morder, por consequência, aumentando a dor.

       Nesse caso é feito, entre outras procedimentos, a limpeza por irrigação por debaixo desse tecido e colocação de uma tira de borracha (pode ser de uma pequena tira, de lençol de borracha, utilizado para tratamento de canal), para manter a drenagem, do local, desgaste do dente antagonista, se for o caso. O tratamento indicado é a remoção desse tecido (ulectomia), quando vamos aproveitar, esse dente ou a remoção desse dente e de seu antagonista.


Quando devemos manter ou remover, os dentes do siso?

       Em muitos casos, por não ter espaço paranascerem, os dentes do siso podem empurrar e desalinhar ou outros dentes, provocando problemas de má oclusão dentária e sintomas de ATM ou DTM. Assim sendo, nos casos dos dentes do siso incluso, semi incluso ou impactados, eles devem ser removidos. Obs.: chamamos de dentes do siso incluso ou impactado, quando alguma coisa, como um cisto, osso muito compacto, dentes vizinhos ou principalmente falta de espaço, impediram o nascimento normal desses dentes. Esse problema pode acontecer, com qualquer dente.

       Na radiografia ao lado, os pontos vermelhos são o espaço para o dente do siso nascer e em verde a largura do siso. Ele não vai conseguir erupcionar. Vai ficar incluso (não nasceu dentro do tempo e a raiz está totalmente formada) e impactado (o siso está encaixado, no dente vizinho).

       Obs.: O ideal para remoção do dente do siso é quando, 1/3 das raízes, estão formadas, indepedente da idade, (a formação desse dente, pode acompanhada, periodicamente, através da radiografia panorâmica).

        A idade ideal, para avaliarmos e acompanharmos a evolução (através da radiografia panorâmica) dos dentes do sisos, é por volta de 16 anos, pois o aumento natural da dureza do osso, que ocorre com o decorrer da idade e características anatômicas da formação e posição em que se encontram os dentes do siso, poderão dificultar a sua remoção, entre outros problemas, que podem causar, se essa cirurgia for feita, tardiamente.

       Nos casos de pacientes muitos jovens, em que os sisos ainda não formaram 1/3 de suas raízes, quando for necessário, pode-se remover o dente, quando a coroa já estiver formada: a sua remoção é mais fácil, devido a essa coroa ficar dentro de um tecido, chamado capuz ou saco pericoronário e, ao forçar para remover essa coroa, ela acaba rodando, pois não ter ainda o apoio proporcionado pela raiz, no osso.

       Os dentes do siso, que não possuem apoio, nos dentes da arcada oposta a ele, podem estruir (crescer) e distalizar (afastar dos dentes vizinhos), podendo levar a cáries e problemas periodontais, por facilitar a retenção de alimentos. Esses dentes também devem ser removidos, para evitar um problema maior.

       Só mantemos, se o dente do siso estiver nascido e em posição e com seu antagonista (o dente superior ou inferior). Também devemos manter, no caso do siso estiver ocluindo com outro dente (segundo molar, por exemplo) ou na ausência de dente vizinhos a ele ou para ser usado como suporte, de uma prótese fixa. A radiografia do dente do siso ao lado, não vai nascer, por falta de expaço.

       Há casos, que mesmo o siso esteja ocluindo e em posição, pode ser indicado a sua remoção, quando há indicação, para o uso de aparelhos ortodônticos.

       É possível saber antes mesmo deles eclodirem (nascerem), se a pessoa vai ou não tê-los e quantos serão, se causarão algum problema, se podem permanecer ou se precisar removê-los.

       Para isso o paciente deverá realizar, exames radiológicos (Rxs panorâmico ou tomografia), afim que se possa diagnosticar, a presença dos mesmos e a sua relação, com os órgãos vizinhos, como dentes, nervo alveolar inferior e cavidade sinuzal.

       É importante que o diagnóstico seja precoce e o estudo da necessidade ou não, da remoção dos dentes do siso, seja feito, quanto mais jovens for o paciente. O nascimento dos dentes dos sisos é por volta de 17 a 20 anos de idade mas, é possível ter antecipação ou retardamento do nascimento desses dentes, devido a variações genéticas.

       Os siso, que não apareceram, por estarem inclusos ou impactados, podem nascer com mais idade e trazer mais complicações. Nesse caso essa erupção se da, não pela formação da raiz mas, sim pela mastigação dos alimentos, que causa a reabsoção do osso e gengiva, acima desse dente, expondo o dente do siso.

Exame radiográfico para o dente do siso: Radiografia panorâmica e Tomografia.

       Para perfeita visualização do posicionamento dos dentes do siso e órgãos anexos, como dentes vizinhos, posição do nervo alveolar inferior, proximidade da raiz do dente do siso com a cavidade sinusal, por exemplo, a radiografia mais indicada é a radiografia panorâmica, imagem abaixo.  

   

 

siso, dente do siso - extração. Radiografia panorâmica

      

Radiografia Panorâmica

 

       Também através desse tipo de radiografia, podemos também, visualizar anomalias, como um cisto odontogênico (cisto esse, originado da formação do dente). Obs.: o cisto é uma lesão benigna, composta de uma membrana em forma de um balão, com líquido no seu interior. Seu crescimento é lento e pode levar vários anos, para ser notado.

       Podemos encontrá-los, através de uma radiografia; ou se ele tiver atingido um volume muito grande - através da palpação (choque de retorno) ou até quando ele provocar uma fratura óssea, pois, normalmente o cisto é indolor.

Tomografia computadorizada para maior precisão na posição dos sisos, em relação aos órgãos anexos. A tomografia, nos permite, através de cortes radiograficos da mandíbula ou da maxila, para sabermos ao posicionamento do siso e raiz, em relação ao nervo alveolar, na mandíbula ea cavidade sinuzal, na maxila.

       O nervo alveolar inferior (pontos em vermelho), pode estar sendo "abraçado", pela raiz do siso, podendo causar uma lesão no nervo, na cirurgia de extração do dente do siso, se esse problema, não for visualizado antcipadamente.

       Algumas pessoas (em raros casos), além dos terceiros molares, podem ter também, quartos molares, podendo chegar a 8 dentes do sisos.

       Também, existe casos em que, mesmo o dente do siso ter nascido em posição, assim como seu antagonista, temos de remove-los, para evitar perda do dente vizinho por problemas periodontais. Na figura abaixo pode-se observar falta de ponto de contato dos dentes do sisos, com os seus vizinhos (segundo molares) causando, com isso retenção de alimentos (impacção alimentar), reabsorção óssea e, podendo, com isso levar a perda do segundo molar, por problemas periodontais.

       OBS: A falta de contato do dente antagonista (o dente que articula), quer por ter sido removido ou por ausência ou por estar fora de posição, pode causar extrusão e/ou distalização do dente, podendo também, gerar diastemas (espaço entre os dentes) e problemas periodontais. Isso pode acontecer, não só com os dentes do sisos, mas também, com outros dentes.

        Além das radiografias panorâmicas, em alguns casos podem ser utilizados outros tipos ou técnicas radiográficas, quando temos dúvidas, quando ao posicionamento correto de um dente do siso ou de um supranumerário, por exemplo, na sua relação com os dentes vizinhos ou órgãos anexos. São as tomografias (que são cortes radiográficos transversais).

       Na arcada superior por exemplo, também é utilizado a técnica de Clark, que consiste em duas tomadas radiográficas com variação de angulação horizontal, facilitando a visualização do supranumerário, por vestibular ou palatino.

       Para a mandíbula, é usado dois procedimentos distintos: um especificamente para a região dos terceiros molares (para inclusos e impactados ou semi impactados) chamado de Margareth Donovan e o outro para as demais regiões, denominado de Miller - Winter.

       Tais procedimentos são obtidos através de duas tomadas em ângulo reto, ou seja, uma periapical convencional e outra usando o filme periapical, só que com incidência oclusal (a de Donovan, a oclusal é feita com o paciente de boca aberta, ao passo que na de Miller-Winter, o filme é mantido na boca através da oclusão). Os procedimentos para mandíbula, nos permitem uma visualização direta da localização do incluso ou supranumerário.

Como é feita a cirurgia para extração, dos dentes do siso? 

       Nas cirurgias de extração dos dentes do siso, normalmente são utilizados instrumentos cirúrgicos, como o cinzel e martelo, que traumatizam e estressam o paciente, devido ao barulho e a impressão que causa (de que a cabeça esta “implodindo”), quando esses instrumentos são utilizados. As técnicas utilizadas por nós, para remoção dos sisos, evitam praticamente o uso desses instrumentos. Utilizando mínimo esforço para remoção desses dentes, junto de outras medidas de proteção, reduz-se o estresse do paciente e problemas nas articulações temporomandibulares (ATM).

       A cirurgia para remoção dos dentes do siso, depende inicialmente de uma série de medidas preparatórias, que são efetuadas, antes a após, o procedimento cirúrgico. As medidas que antecedem a cirurgia são: a anamnese (questionário, sobre a saúde do paciente), exame clínico oral e radiológico do paciente e medicações pré operatórias (antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios e calmantes, se necessário).

       Na cirurgia para remoção dos dentes do sisos, assim como para os diversos outros tipos de cirurgia oral, compreende:

       1) O preparo da sala cirúrgica, da paramentação, do campo operatório, da anestesia tópica (anestesia tópica - pomada anestésica), da anestesia infiltrativa (normalmente, feita na arcada superior, devido o osso ser, mais poroso) ou troncular (arcada inferior, pois o osso da mandíbula, é mais compacto).

       2) Da incisão, do descolamento do tecido gengival e do tecido que reveste o osso (periósteo), osteotomia (remoção do osso que recobre o dente), odonto secção (corte do dente, em partes, para facilitar, a sua remoção), remoção do dente, osteoplastia (arredondamento, das bordas do osso do alvéolo – cavidade) curetagem - para remover os restos de osso e pedaços de dentes, que porventura possam estar dentro da cavidade.

       3) Sutura (pontos), que normalmente são removidos, após 7 dias.

Após a extração do dente do siso ou outros tipo de cirurgia, na boca (sempre com orientação do dentista), o que fazer?

       As orientações pós operatórias, visam prevenir e reduzir os problemas, que possam ocorrer, durante a fase de recuperação tecidual, da região que foi operada. Problemas esses como: hemorragias, edemas (é normal ocorrer inchaço - chamados de edemas, após a cirurgia). Manchas rochas, também são normais.

       Normalmente é recomendado no pós operatório da extração do dente do siso e de qualquer outra cirurgia bucal, a ingestão de alimentos líquidos, frio ou gelado, nas primeiras 24 horas e depois vai aquecendo e espessando, no segundo dia em diante, não fazer bochechos e nem ficar cuspindo. Bolsa de gelo - um saco plástico com gelo dentro - pode passar um creme ou vaselina no rosto: 15 minutos cada hora, nas primeras 6 horas.

Problemas que podem ocorrer, depois da extração do dente do siso:

Dor depois da cirurgia, do dente do siso.

       O que é Alveolite? Esses problemas podem ocorrer, em cerca de 20% das cirurgias, para extração dos dentes dos sisos inferiores (nos dentes superiores é mais raro) e é chamado de alveolite. A causa pode ser, pela saída do coágulo e entrada, de alimentos na cavidade ou o organismo, está tentando eliminar, um pequeno pedaço de osso.

       Para esse problema, o paciente tem que voltar para o dentista, afim de que ele possa lavar a cavidade, para remover todos os restos alimentares e o pedaço de osso (se for o caso, fazer uma osteoplastia - arredondamentos das bordas do alvéolo) e colocação de um medicamento, na cavidade alveolar, para reduzir a dor e ajudar, na cicatrização.

       Com o tempo, nessa cavidade, vai se formado um tecido, de dentro para fora (é chamada de cicatrização por segunda intenção) e os alimentos, não ficam mais retidos.

       A dor vem dos restos alimentares, que entram na cavidade e acabam fermentando e irritando as terminações nervosas, do osso.

       Normalmente é tratado com fisioterapia com laser infra vermelho e medicamentos, com orientação do profissional. É importante que o tratamento da parestesia, seja feito o mais breve possível, para um melhor resultado. Alguns pacientes, na primeira aplicação, do laser infra vermelho, já nota uma redução do adormecimento. Nota-se, com a continuidade do tratamento, o paciente começa a sentir, uma sensação aveludada, no local que ele sente, o adormecimento.  Siso e dor no dente. Parestesia

Parestesia, adormecimento ou sensação que a anestesia, não desapareceu, após a cirurgia: 

       O nervo, só de tocar nele, causa parestesia (adormecimento). A recuperação depende do grau da lesão. Quando o adormecimento é na língua, o ramo, do nervo trigêmeo, afetado é o lingual. Quando é o lábio inferior é o nervo, alveolar inferior. A recuperação, pode ser lenta e levar, até um ano ou mais. Ao lado, aparelho de laser utilizado em conjunto com medicamentos, para auxiliar na recuperação do nervo lesionado.

Dentes do Siso: sua influência nos Sintomas da ATM (Articulação Temporomandibular), na sua Disfunção (DTM) e no seu Tratamento: 

       Muitos pacientes nos perguntam, se os dentes do siso, podem causar sintomas e disfunção na ATM ou DTM, como dor de cabeça, tontura ou labirintite, dores reflexas, entre outros sintomas. Dependendo do caso, se eles estão se formando ou extruiram, por falta do dente antagonista ou mesmo devido a cirurgia de remoção do siso, eles podem levar o paciente a ter sintomas, com essa origem mas, normalmente, mesmo nesses casos, não é só com a cirurgia, que podemos ter melhoras desses sintomas, pois os dentes do siso, podem já terem alterado, a posição de conforto dos dentes, tendo então, de fazer o tratamento da ATM.

Exemplo de perguntas, frequentemente efetuadas:

       É possível tirar os quatro dentes do siso, de uma só vez?

       É possível sim. Isso depende da posição dos dentes, do tempo de cirurgia e, principalmente, das condições do paciente.      

       Nós estamos localizados em São Paulo, capital. Desde 1954 dedicados, a cirurgia dos dentes do siso, além de outros tipos de cirurgias, como a remoção de cistos, apicectomias (cirurgia para remoção de uma parte da raiz), cirurgia de remoção do freio (frenectomia) ou bridas, aprofundamento de sulco (para aumentar a retenção, das dentaduras), cirurgia periodontal, entre outras cirurgias.

       Atendimento, por telefone: (11) 2296-4943 ou (11) 2092-6159, para esclarecer suas dúvidas, orientações ou caso deseje agendar um horário, para melhor podermos avaliar os seus sintomas. Teremos grande prazer de ajudá-lo.

       Atendimento, por E-mail: cjjbres@uol.com.br - Coloque, se desejar o seu telefone e o nome de sua cidade e relate seus problemas. Retornaremos o mais breve possível.


Consultório Dr. Luiz Barros.
Prof. Dr JJ Barros
-Desde 1952-
Estética e clareamento dental, ATM, implantes.
Cirurgia para remoção de cistos. Apicectomias.
Cirurgia para extração do dente do siso.
Rua Miguel Venditi 56 - São Paulo, São Paulo.
Site: http://www.atm.hostmidia.com.br

 

Siso e dor. Exação dos dentes

Nossa sala de visita

 

Apneia do sono obstrutiva e do ronco:

 

       A Polissonografia (conhecida com exame do sono) é um exame simples, realizado há mais de 20 anos no Brasil, que avalia o padrão de sono habitual do indivíduo. O exame é realizado até em recém-nascidos.

 

       A “Polissonografia” é feita durante o sono, por meio de sensores delicadamente colocados na superfície da pele com fita adesiva. Tais sensores enviam informações a avançados aparelhos computadorizados que permitem a precisa coleta de dados e análise do sono em tempo real. Todo o processo é indolor e permite que o indivíduo durma normalmente, enquanto atividades do organismo são monitoradas, como: batimentos cardíacos, movimento dos olhos, respiração, ronco, bruxismo, síndrome da perna irriquieta, dentre outros são avaliados pela Central de Registros durante a noite.

 

Muitas pessoas descobrem, através desse exame, sintomas de deficiência do sono, que antes desconheciam......

 

       Os pacientes portadores de apneia do sono obstrutiva e do ronco, geralmente são os pacientes que ao se levantar, parecem que não dormiram direito, acordam cansados (excetuando outras condições clínicas como, por exemplo, casos de insônias, entre outras causas).

 

       Problemas de apneia do sono, podem causar hipertensão arterial (pressão alta), problemas cardíacos esono durante o dia. Também o paciente pode relatar que, quando está dormindo, acordar com falta de ar, sensação de sufocamento ou que esta se afogando.

 

       Na criança, também podem ocorrer esses problemas, só o que ocorre de sintoma, é o contrário (a criança fica hiper agitada). É importante o conhecimento da apneia do sono obstrutiva do ronco, pois em alguns casos estremos, podem trazer sérias complicações de saúde, inclusive podendo levar, em alguns casos, o paciente a óbito, se não tratada.

 

       Pode-se perceber, quando o paciente possa de portador dessas sintomatologia, quando esta dormindo, quando ronca, há uma parada respiratória momentânea. Essa parada, pode acontecer durante várias vezes, enquanto ele estiver dormindo. Dependendo do número de vezes que ocorrem essas paradas respiratórias, em um intervalo de tempo (30 minutos, uma hora, por exemplo), podemos caracterizar que o paciente possui problemas de apneia.

 

       Entre as causas, além das descrita abaixo, temos devido a obesidade e possivelmente pode ocorrer, em alguns casos de rinite alérgica, pela obstrução causada pelo corrimento nasal, problemas de desvio do septo ou / e hipertrofia do corneto.

 

       Para tratamento destes problemas, relacionados a apneia obstrutiva do ronco, pode ser clínico (no caso de rinite alérgica), cirúrgico (cirurgia a laser, para aumentar o espaço na garganta e/ou cirurgia para desobstrução da cavidade nasal, no caso de hipertrofia do corneto ou desvio de septo, por exemplo), protético (com o uso de placas para apneia) ou através do tratamento das ATMs ou DTMs.

 

       Se o paciente, apresentar sintomas, relativos a ATM ou DTM, pode-se no tratamento da ATM, conseguir um maior espaço e uma melhor acomodação da língua, na cavidade bucal.

 

       Obs: nos casos de respiradores bucais, mesmo depois de feita, a cirurgia nasal, torna-se necessário, em muitos casos, um tratamento que é feito pelo fonoaudiólogo, para que o paciente possa reaprender, a respirar novamente, pelo nariz.

 

Dor Muscular Reflexa. O que é?

     O que é dor de origem reflexa? É a dor muscular que pode ocorrer, fora do local, da verdadeira causa, desse sintoma de dor. É uma tentativa do organismo, de reequilibraros músculos (da cabeça ou face, por exemplo), que estão sobre tensão, por não estarem equilibrados.

ATM ou DTM - dor reflexa

     Dores reflexas nos músculos dos ombros, pescoço, peito (fazendo pensar, em problemas cardíacos), dores embaixo dos seios, nuca, torcicolos ou dores nos olhos (dando a sensação, que alguma coisa, esta empurrando ou pressionando, os olhos), enjoos, fotofobia (a luz incomoda), a vista fica embaçada, o ouvido tampado, dor reflexa no ouvido, zumbido no ouvido (quando a origem é muscular) ou sensação de aperto ou que alguma coisa está enroscada, na garganta.

 

     Esses sintomas podem acompanhar as dores de cabeça, tontura, zumbido no ouvido (labirintite), nas disfunções da ATM ou DTM.

 

     Dor de cabeça. Causa da dores reflexas: Numa tentativa de “reequilibrar” os músculos, da cabeça, que estão sobre tensão, por ação reflexa, outros músculos localizados nos ombros, pescoço, peito, nuca, esôfago, nas válvulas da trompa auditiva ou nos olhos, acabam entrando em espasmos, gerando dores e sintomas, de origem muscular.

 

     Em alguns casos, devido a intensidade das dores, o paciente acaba pensando, que está com algum problema no coração, garganta ou nos olhos; levando-o a procurar profissionais, de várias áreas, sem encontrar a causa, para esses problemas, pois podem ser sintomas de origem reflexa, causados pelos músculos, dessas regiões.

 

     É necessário, que o profissional, tenha bastante experiência no diagnóstico dos sintomas, para diferenciar os problemas de origem muscular- articular, de outros causas.

 

Dor na Coluna Cervical e sintomas.

       A má postura, da coluna cervical pode causar, também, dores de cabeça, dores ou estalos, no pescoço, ombros, peito e braços e formigamento, nas pontas dos dedos.

       Na presença de sintomas, podemos ter, os mesmos problemas, da má postura da coluna cervical e dores reflexa, no pescoço, ombro, braços, peito e embaixo da mama, devido a tendência de encurvarmos, sobre nos mesmos, na presença de sintomas, de dor de cabeça ou tonturas, por exemplo.

 

As causas de dores na nuca e na coluna cervical:

 

       1) O tipo de travesseiro, não pode ser muito alto e nem muito baixo. Tem que deixar a cabeça alinhada, com o coluna vertebral.


       2) O colchão muito mole: o ideal é o de mola ensacado individualmente ou semi ortopédico, ele tem de ser virado de tempo em tempo, para não ficar côncavo.


       3) Deitar e bruço.


       4) O monitor do computador (o meio dele) tem que estar um pouco abaixo, da linha horizontal da visão.


       5) Escrever com a cabeça abaixada: ao escrever, abaixar os olhos e não o pescoço e a coluna cervical, sempre tem que ficar reta.